PESCARIA EM TRAMANDAI/RS.
DIAS 9, 10, 11 E 12 DE ABRIL: Tempo bom, apesar de pequena ressaca do mar. Seu Paulo, Antonio, Carlos, Pedro, eu e mais uma galera que somou 10 casais aptos e prontos para pescar. Inegavelmente, não sou o melhor porém tento ser. A cada dias novas técnicas, novos truques que são descobertos quando "jôgo aberto" ou quando da presença de espião. Sem problemas... Tralha na mão, iscas, (minhoca do mar em falta) e lá fomos nós. Imara: local calmo, bons buracos para tentar algumas fisgadas. Lá, de cara sairam alguns bons bagres e alguns pp-terra. Mas o dia era da pesca, não do pescador. Mas valeu para futuras pescarias e conhcer pessoalmente alguns amigos que lá tem casa de veraneio ou residencia.
6 horas da manhã: Dona Maria já com chima pronto, sandubas, peixe frito, refri, sucos naturais, etc...chama: tá na hora...vamo pra Cidreira gente. Meio cansados mas, afim, lá fomos nós... Que beleza! Dia tranquilo, vento fraco meio leste/nordeste. Equipamento montado e...azarão...Minha vara de pesca quebrada em sua extremidade, cerca de 15 cm. Que fazer? Durepox 10 min nela!
Lá foi o primeiro arremesso, mal sucedido; 150 gr de chumbo em vara duvidosa? Alguém gritou: recolhe e manda ver! Obedeci; recolhi e anzol ao mar! Perfeito! Vara na secretária e...já bateu! Um peixe rei de +- 2 kg? Parecia mentira; mas o bichano saiu. Congelei posteriormente e trouxe para casa. Vai pro óleo! Ficamos até 1/2 da tarde e resolvemos voltar para Tramandai e pescar na barra.
Na barra, (molhes) bons bagres, se bem verdade, mais fisgados pelas esposas dos amigos. Mas é assim mesmo. E elas pescam mesmo! São feras da pesca. Assim continuamos até escurecer e fomos jantar. Não dava mais; já soprava um vento forte e gelado com algums rajadas incríveis.
O tempo passou, pesca na plataforma de Tramandai, novamente na barra e sempre, alguns peixes de bom porte. Bagres, pp-terras e algumas curvinas.
O melhor, não sabia eu, estava por vir: o seu Paulo me disse; preciso de uma vara com ponta mais rígida! Pegou meu equipamento colado e serrou sem que eu visse; depois mostrou-me dizendo "fica calmo, que tem coisa boa"! E era verdade. Fiquei surpreso quando entregou-me uma vara "zero" de 4 metros e já meio entusiasmado dizia: pega cara; é tua! Presente do véio e da véia. Constrangido, relutei em aceitar. Acabei cedendo ao pedido de todos: pega duma vez! Agradeci e como ele tava de ôlho numa lanterna minha de 19 leds, resolvi presenteá-los. A Dona Maria gritou: pessoal; agora dá pra pegar isca de noite. A luz parece um farol. Fiquei contente e pensei comigo mesmo: pena que minha mulher não pôde vir. O ambiente era agradável, todos sorridentes e eu, o mais "visado: pô! quebra a vara e ganha uma nova. Tem mais sorte que miôlo hehe...
Novamente 6 da manhã, cansado, (fomos dormir perto de 3 da manhã) fui o primeiro a entrar na caminhonete afinal iria estrear um equipamento novo! Que diferença! Tinha levado uma vara de 3 metros (escolhida) e agora tava pescando com uma "zero" de 4 metros de alta performance! Arremesso perfeito e longo. Faltava uma batida. Não demorou; bateu e corri! Um pouco mais de 1/2 quilo mas era uma bela curvina. Assim ficamos sim e não. A vezes peixes, as vezes o malvado siri ou o danado do pampinho!
Chegou o dia de voltar para casa; no dia dia seguinte "meu níver" e aí...mesmo com os pedidos de fica mais uns dias, decidi partilhar com a família.
Já então em casa, ligações e mais ligações dos amigos do ontem, do hoje e do amanhã. Afora o presente que recebi, foi gostoso, desestressante. É a terapia mágica da pesca. Por isso, não custa repetir: PESCAR SEMPRE, FISGAR TALVEZ, DESISTIR NUNCA!
Aos amigos de Tramandai, agradecimentos e votos de estarmos juntos novamente par curtir a terapia mágica da pesca e comer peixe ao som de um violão.
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